A História Que Ele Tentou Apagar — Mas Eu Decidi Contar

Uma história que começa como romance… e termina como sobrevivência.

PESSOAL

Luiza Perazzini

1/5/20263 min read

Por mais de seis anos, eu vivi uma história que muita gente romantiza, mas que quase me destruiu.

Uma história que começa como romance… e termina como sobrevivência.

Ele sempre soube manipular narrativas. Sempre soube virar o jogo. Sempre soube fazer com que qualquer pessoa que saísse da vida dele fosse vista como “a louca”, “a exagerada”, “a obsessiva”.

E eu fui a próxima da lista.

Conheci ele em um aplicativo. Ele aparecia, sumia, voltava. Me tratava como namorada, mas dizia que eu era “só amiga”. Me dava carinho, me levava pra cama, fazia planos — e depois desaparecia como se nada tivesse acontecido.

E eu, apaixonada, esperava. Por quatro anos.

Quando finalmente me pediu em namoro, achei que era o começo da nossa história. Na verdade, era o começo do meu fim.

Depois de um ano juntos, ele mudou. Promessas vazias. Mentiras em forma de meias verdades. Conversas escondidas. Mulheres chamando ele por apelidos carinhosos enquanto eu tentava entender onde me encaixava.

Quando tentava conversar, ele dizia que era “coisa da minha cabeça”.

E assim começou o ciclo: eu sentia, ele negava, eu sofria, ele se vitimizava.

O primo dele sabia mais do meu relacionamento do que eu.

Eu, que era a namorada, era a última a saber de tudo ou nem ter ideia de nada.

E ainda virei pauta de análise — literalmente. Ele recebeu uma “SWOT” sobre mim, me classificando como obsessiva através de seu primo.

E depois postou isso publicamente, me expondo como “a louca”.

Enquanto minha vida desmoronava — demissão, doença na família, problemas financeiros — ele me chamava de exagerada nas minhas ações, e nem sequer se esforçava para saber o que havia de errado.

Quando eu mais precisava de apoio, ele me deixava sozinha.

Quando eu chorava, ele achava exagerado.

Quando eu tentava conversar, ele dizia que eu estava “doida”.

E então veio a pior parte:

Ele distorceu uma situação inteira para dizer aos meus pais que eu tinha “invadido” o apartamento dele.

Eu, que tinha avisado que iria lá.

Eu, que entrei porque ele abriu a porta.

Eu, que só queria conversar.

Ele transformou minha dor em espetáculo.

Minha fragilidade em arma.

Minha saúde mental em munição.

E quando tudo isso me levou ao limite, tentei tirar minha vida por 4 vezes, e ele brincou e distorceu a história até mesmo depois de me abandonar.

O pior de tudo que ele dizia uma coisa pra mim e outra pros meus pais. E terminou por mensagem com frases clichês do quanto era especial e sua melhor amiga, mas para os meus pais tentava convencer que eu era louca e tinha que ser internada.

Eu estava fragilizada, vulnerável, tentando entender por que a pessoa que dizia me amar era a mesma que me destruía.

E enquanto eu lutava para sobreviver, ele me abraçava, fazia carinhos, e pedia ao primo para ficar me perguntando como estava. E isso me dava esperanças, me confundia, me feria.

Até que um dia, depois de tudo, ele pra me machucar colocou o perfil da nova parceira no sua descrição porque sabia que eu iria ver e iria me machucar. O mais engraçado que ele nunca fez isso, muito menos comigo.

E isso foi a gota d’água, e desmoronei de novo. E infelizmente eu tenho que sofrer e continuar a existir.

Eu queria uma história de amor sincero com uma pessoa que amava, mas essa história não é sobre amor.

É sobre manipulação.

É sobre gaslighting.

É sobre como uma mulher pode ser levada ao limite por alguém que sabe exatamente onde apertar para machucar.

É sobre como uma pessoa pode destruir outra emocionalmente e ainda sair como vítima.

E é por isso que eu estou contando tudo.

Porque já existe outra mulher vivendo exatamente o que eu vivi, e você seja a próxima vítima dele também.

E não desejo isso para ninguém.